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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Somos insatisfeitos...

Somos insatisfeitos. Queremos e não queremos. Lutamos, conseguimos, enjoamos, desprezamos as conquistas, passamos a querer outras. Reclamamos. Sonhamos. Desistimos de sonhar. Agredimos a nós mesmos porque não nos satisfazemos. E por não nos satisfazermos, não alcançamos a felicidade.                            (Gabriel Chalita)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em assuntos de amor...

   Amor. Assim como escreve Luiz Fernando Veríssimo em sua crônica Amores: "Amor. Do latim 'amore'. Substantivo masculino. Devoção, dedicação. Desejo de que nada aconteça ao nosso amor, principalmente ter amor por outro."
   Sei bem que amor é o sentimento do arriscar. Doar o seu amor, sentimento tão delicado, confiando-o aos cuidados do outro. Arriscar perder, arriscar sofrer, arriscar se possível for, não amar mais. Uns dizem que é possível amar e desamar, amar e esquecer que amou. Outros confirmam que amor, uma vez amor para sempre amado.
   Eu sinto muito amor. O mesmo amor que antes sentia continuo a sentir. Amizade é uma forma de amor, carinho é uma forma de amor, compaixão também.  Há quem diga que até mesmo o ódio, tão contraditório ao amor, é um tipo de amor que gravemente adoeceu.
   Em assuntos de amor coexistente com a paixão nada, ou quase nada sei. Aprendi com a vida que paixão sem amor passa, mas o amor puro nunca pode ser levado. Paixão sem amor um dia se esgota, se cansa, se esquece. O amor é o sentimento que procede do mais profundo da alma. É resistente, persistente, paciente e benigno. Resiste a distância, persiste ao tempo, espera o momento e faz bem á qualquer um. É uma dádiva.
                                                                                                     (Carolyne A. Peluci)
  


  
   "Amor, ás vezes coincide com o amor, ás vezes, não.
   Absurdo.
   Como pode o amor não coincidir consigo mesmo?
   Adolescente, amava de um jeito. Adulto, amava melhormente de outro. Quando viesse a velhice, como amaria finalmente? Há um amor dos 20, um amor dos 50 e outro dos 80? Coisa de demente.
   Não era só a estória e as estórias de amor. Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente, embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente.
   (...)
   Não havia jeito. O amor era o mesmo e sempre diferenciado.
   O amor se aprendia sempre, mas do amor não terminava nunca o aprendizado.
   Optou por aceitar sua ignorância.
   Em matéria de amor, escolar, era um repetente comformado.
   E na escola do amor declarou-se eternamente matriculado."
(Trecho do texto Amor: O interminável aprendizado, por Affonso Romano de Sant'anna)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Trecho de Lygia Fagundes Telles

Hoje estou um pouco mais sentimental que o normal... E por isso quero compartilhar um trecho que acho que se encaixa perfeitamente com meu humor de hoje. Aliás, Lygia Fagundes Telles é minha autora preferida (embora eu não conheça muitos autores). De qualquer maneira... espero que gostem!


"Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos. Principalmente fora, que é preciso um peito de ferro para enfrentar essa luta na qual entra não só o fervor, mas uma certa dose de cólera, fervor e cólera. Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas."