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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Políticos: Ladrões diferentes

  Até minha irmãzinha de 5 anos está ligada. Hoje eu estava lendo uma notícia em um site onde havia uma ilustração de dois ou três políticos e ela chegou ao meu lado e perguntou: "Esses aí são bandidos, Tata?" e eu respondi: "Sim Vivi, esses bem vestidos são ladrões diferentes, eles roubam o dinheiro das escolas, dos hospitais..." e ela completou: "É por isso que tem gente pobre, né Tata?"

Se liga também, Brasil!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Que política é essa?

    Durantes os últimos dias, Campinas foi o cenário de um grande escândalo na prefeitura. Tal fator me incentivou a escrever sobre minha inconformidade.

    Foi extremamente revoltante no final do ano passado (2010) quando anunciaram que o salário dos senadores e deputados federais havia subido de 16.512,09 reais para 26.723,13 reais. No entanto, com um salário tão simplório quanto este, talvez fosse necessário alguns benefícios adicionais, como mostrou o site da revista Veja em dezembro de 2010 que dizia: "além do registrado na folha de pagamento, os 81 senadores, por exemplo, têm direito à verba indenizatória de 15 mil reais, verba para transporte aéreo de até 27 mil reais, cota de telefone fixo (1.000 reais), celular (ilimitado), auxílio-moradia (3.800 reais), combustível (520 reais), entre outros benefícios. Os números foram extraídos de um levantamento do site Congresso em Foco divulgado em julho deste ano (2010), com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil."
    Meses após esse merecido aumento, em 4 de maio de 2011, professores de vários estados brasileiros (12 estados, para ser mais exata) entraram em greve na tentativa de conseguirem melhores condições de trabalho e aumento salarial. Neste mesmo ano, no dia 1º de junho motoristas e cobradores de ônibus do ABC paulista entraram em greve para tentarem aumento de 15% do salário. Em 8 de junho, policiais civis também fizeram greve em Belo Horizonte para conseguirem aumento salarial.
    Trabalhadores precisam lutar para alcançarem o aumento justo no salário mensal e melhores condições de trabalho, como se já não bastasse ter que lutar todos os dias para pagar os vários impostos, ou esperar numa fila quase sem fim por um atendimento no sistema público de saúde, ou ainda ver a atual situação do ensino público, onde os próprios livros defendem os erros de concordância. Como se não bastasse tantas outras inconformidades.
    Enquanto o cidadão brasileiro luta, e assim como dizem "não desiste nunca", senadores e deputados federais recebem um desnecessário aumento no salário, além de verbas, cotas e outros benefícios.
     Mais triste ainda é ver o quanto a população anda carente de ética e ao mesmo tempo alienada com os assuntos relacionados á política. Votam em "palhaços" como uma forma, muitas vezes, de protesto por um país melhor. Mas esse tipo de protesto não é o mesmo que comer matérias fecais por uma saúde melhor? 
    Quanto a ética, aqueles que estão á frente, que deveriam ser o exemplo, conhecem o significado desta palavra, mas infelizmente neste país a ética também deve estar em greve.       

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Fontes:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-salario-dos-politicos-parece-alto-e-muito-maior
http://www1.folha.uol.com.br/saber/914513-professores-fazem-paralisacao-em-12-estados.shtml
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/greve-deixa-pontos-de-onibus-lotados-no-abc.html
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/06/policiais-civis-professores-e-militares-protestam-em-belo-horizonte.html
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/05/12/livro-usado-pelo-mec-ensina-aluno-a-falar-errado/
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/06/15/veja-tudo-o-que-ja-saiu-sobre-o-escandalo-em-campinas/

terça-feira, 17 de maio de 2011

O inverno chegou!

    Dias atrás quando me levantei da cama, pouco depois das seis da manhã com meu pijama curto, pude perceber que o verão estava começando a se despedir. Um friozinho, um ventinho meio frio, o sol perdendo sua força. E cada dia que passava mais frio ficava. O inverno chegando e trazendo com ele uma preguiça cada vez maior ao me levantar da tão confortável cama pela manhã gelada. Aquela vontade persistente de assistir filme debaixo das cobertas quentinhas e aconchegantes foi ficando proporcionalmente maior com frio, assim como aquele não querer mais sair do banho quentinho, ou ainda o desejo de tomar um bom e incomparável chocolate quente.
    Ah... o inverno. Época em que o calor humano é tão valorizado assim como  esses momentos de conforto e de aconchego. Mas... e se eu ou você que está lendo este texto tivéssemos apenas um agasalho? E se você não tivesse nenhum? Talvez isso não pareça tão prazeroso assim.
   Se você possui um coração aquecido, doe calor, doe um agasalho, um cobertor ou qualquer coisa que possa ser utilizado para proteger alguém do frio. Participe da Campanha do Agasalho. Acesse http://www.campanhadoagasalho.sp.gov.br/ ,saiba mais sobre a campanha e descubra o seu local de doação mais próximo.


"A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana." (Franz Kafka)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fatos do dia-a-dia - A planta



A planta 
  Minha mãe tinha uma plantinha pequenininha na cozinha. A coisinha verde ficava na janela, e todas as vezes que eu parava para beber água jogava as últimas gotinhas do copo na pobre coisinha verde que torrava no sol. O ato era tão automático e envolto de tanta correria que eu sequer olhava para a planta.
   O gesto já havia virado rotina e eu nem sabia quantas vezes por dia repetia-o. Foi quando numa certa noite ouvi a voz da minha mãe, que vinha da cozinha dizendo "este meu cacto está todo estranho, coitado". Cacto? Naquela hora me lembrei de um cacto pequenininho que minha mãe tinha ganhado havia algum tempo. Bem cedo, no dia seguinte quando fui beber água olhei para a janela e vi. A planta da minha mãe, aquela que torrava no sol era um cacto. O bichinho estava meio caído, com jeito de triste, todo molenga.
  Então, vendo-o todo esquisito parei e percebi o que eu tinha feito. Parei imediatamente de regá-lo. Alguns dias se passaram e ele morreu. Minha mãe gostava daquele cacto. Ela jogou-o fora. Agora eu jogo as últimas gotas de água na pia.
   Com o que aconteceu, pude retirar algo para mim. Estive pensando quantas vezes, por conta da "falta de tempo" eu passei pelos mesmos lugares, várias vezes sem sequer olhar ao meu redor e perceber que estou fazendo algo errado todos os dias. Jogamos a culpa na correria, mas é preciso abrir os olhos. A rotina nos transforma em robôs. Fazemos as mesmas coisas, da mesma forma, dia após dia. E se eu não parar e olhar para aquilo que estou fazendo, corro o risco de causar danos irreversíeis. Pode parecer exagero, pode parecer idiota, mas para mim faz muito sentido.

 (Carolyne A. Peluci)